<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0">
  <channel>
    <title>DSpace Collection:</title>
    <link>http://higia.imip.org.br/handle/123456789/64</link>
    <description />
    <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 06:05:53 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-06-17T06:05:53Z</dc:date>
    <item>
      <title>Efeito do estrogênio tópico no epitélio vaginal de pacientes com câncer de colo de útero tratadas com radioterapia: ensaio clínico piloto randomizado e duplamente mascarado</title>
      <link>http://higia.imip.org.br/handle/123456789/1191</link>
      <description>Title: Efeito do estrogênio tópico no epitélio vaginal de pacientes com câncer de colo de útero tratadas com radioterapia: ensaio clínico piloto randomizado e duplamente mascarado
Authors: Ramalho, Nathalia Moreira
Abstract: Introdução: o câncer de colo do útero permanece como um importante problema de saúde pública mundial, especialmente em países de baixa e média renda como o Brasil, onde ocupa a terceira colocação entre as neoplasias malignas nas mulheres, excluída a neoplasia de pele não melanoma. Para pacientes com doença localmente avançada, o tratamento padrão consiste em radioterapia externa associada a quimioterapia, seguido de braquiterapia. Apesar do aumento da sobrevida, muitas sobreviventes apresentam efeitos adversos tardios decorrentes da radioterapia pélvica, incluindo alterações vaginais crônicas como atrofia, estenose vaginal, diminuição da lubrificação, dispareunia e disfunção sexual. Essas alterações podem impactar negativamente a qualidade de vida, a saúde sexual e a realização do exame ginecológico de seguimento. O uso de estrogênio tópico vaginal tem sido proposto como estratégia para promover regeneração epitelial e melhora dos sintomas relacionados à saúde vaginal após radioterapia, entretanto, as evidências disponíveis ainda são limitadas, particularmente em estudos clínicos randomizados. Objetivos: avaliar o efeito do uso de estrogênio tópico vaginal sobre o epitélio vaginal e a qualidade de vida com foco na função sexual de pacientes submetidas à radioterapia para tratamento do câncer de colo uterino. Métodos: foi realizado um ensaio clínico piloto, randomizado, duplamente mascarado e controlado por placebo, conduzido em um centro terciário de referência em oncologia no Nordeste do Brasil. Foram incluídas mulheres entre 18 e 55 anos com diagnóstico histológico de câncer de colo uterino que haviam concluído radioterapia definitiva, incluindo radioterapia externa e braquiterapia, associada ou não à quimioterapia concomitante. As participantes foram randomizadas na proporção 1:1 para receber creme vaginal contendo estriol ou creme placebo durante seis meses. As avaliações foram realizadas na inclusão, três meses e seis meses após o início da intervenção. O desfecho primário foi o grau de maturação histológica do epitélio vaginal avaliado por biópsia. Os desfechos secundários incluíram dor durante o exame ginecológico avaliada pela escala visual analógica, atrofia vaginal clínica, qualidade de vida avaliada pelos questionários EORTC QLQ-C30 e QLQ-CX24 e função sexual avaliada pelo Female Sexual Function Index (FSFI). Resultados: sessenta pacientes foram incluídas no estudo, sendo 30 alocadas no grupo estriol e 30 no grupo placebo. Ambos os grupos apresentaram melhora progressiva na maturação histológica do epitélio vaginal ao longo do acompanhamento, sem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos ao final de seis meses. Observou-se também melhora da dor durante o exame ginecológico e da atrofia vaginal clínica em ambos os grupos. Em relação à função sexual, o grupo estriol apresentou melhora significativa intragrupo em diversos domínios do FSFI, incluindo desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, dor e escore total. Entretanto, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas comparações intergrupo. Ao final de seis meses, 74,1% das participantes do grupo estriol e 81,5% do grupo placebo apresentaram disfunção sexual de acordo com o FSFI. Conclusões: o uso de estrogênio tópico vaginal após radioterapia para câncer de colo uterino não resultou em melhora significativa da maturação histológica do epitélio vaginal quando comparado ao placebo. Contudo, foram observadas melhorias em domínios da função sexual entre as pacientes que utilizaram estriol. Esses achados sugerem que a recuperação vaginal após radioterapia é multifatorial e reforçam a importância de estratégias multidisciplinares voltadas à saúde sexual e à qualidade de vida das sobreviventes de câncer de colo uterino.</description>
      <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://higia.imip.org.br/handle/123456789/1191</guid>
      <dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Dois estudos sobre gravidade e evolução da COVID-19 em pacientes pediátricos: coorte de crianças e adolescentes em tratamento de câncer em centro especializado e estudo transversal em menores de 20 anos hospitalizados no Brasil /</title>
      <link>http://higia.imip.org.br/handle/123456789/1180</link>
      <description>Title: Dois estudos sobre gravidade e evolução da COVID-19 em pacientes pediátricos: coorte de crianças e adolescentes em tratamento de câncer em centro especializado e estudo transversal em menores de 20 anos hospitalizados no Brasil /
Authors: Lima, Ana Luiza Magalhães de Andrade
Abstract: Introdução: A pandemia determinada pelo SARS-CoV-2 evidenciou globalmente desigualdades sociais e fragilidades dos sistemas de saúde. O Brasil foi considerado um dos epicentros da pandemia no mundo e, sua população pediátrica, uma das mais afetadas, a frente de vários países europeus e dos Estados Unidos. As crianças e adolescentes com comorbidades, a exemplo daquelas em tratamento de câncer, apresentaram maior vulnerabilidade à infecção. As pesquisas brasileiras priorizaram adultos permanecendo escassos os estudos em pediatria. Objetivos: Analisar características sociodemográficas, clínicas e evolução de pacientes pediátricos em tratamento de câncer com COVID-19, identificando os fatores de risco para óbito e atraso no tratamento; e investigar fatores de risco para maior gravidade e letalidade em pacientes menores de 20 anos, hospitalizados com infecção pelo SARS-CoV-2 no Brasil. Métodos: Esta tese apresenta dois estudos observacionais: Estudo 1: Coorte de crianças e adolescentes em tratamento de câncer, atendidos em centro de referência em Oncologia Pediátrica, no nordeste do Brasil. Foram incluídos menores de 19 anos, com infecção confirmada pelo SARS-CoV-2 entre março de 2020 e dezembro de 2022. Dados sociodemográficos, clínicos e terapêuticos foram extraídos dos prontuários eletrônicos. A gravidade da COVID-19 foi classificada segundo diretrizes clínicas e os desfechos avaliados foram evolução para COVID-19 na forma grave ou crítica, atraso no tratamento oncológico e óbito. Foram avaliados os fatores associados à forma grave de COVID-19 na admissão, os fatores de risco do tempo até a ocorrência de óbito e a probabilidade de sobrevida global e de acordo com o tipo de tumor. Estudo 2: Estudo de base populacional utilizando dados secundários brasileiros, do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) abrangendo os casos até 20 anos de idade hospitalizados com COVID-19, confirmada laboratorialmente entre 2020 e 2023. Foram avaliadas características sociodemográficas, comorbidades, situação vacinal para SARS-CoV-2, sinais e sintomas de COVID-19 de acordo com a faixa etária. Utilizou-se o hazard risk para determinar os fatores de risco para hospitalização em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), necessidade de ventilação mecânica assistida (VMA) e óbito. Foi determinada a probabilidade de sobrevida em 30 dias de acordo com a faixa etária. Resultados: Artigo 01- envolveu 62 participantes, predomínio do sexo masculino (67,7%) e mediana de idade de 6,8 anos. Formas graves ou críticas de COVID-19 corresponderam a 24,2% dos casos, sugerindo maior morbidade do que a população pediátrica geral (8–9,2%).&#xD;
Durante o seguimento (de 4,5 a 18 meses), 20 pacientes (32,3%) completaram o tratamento oncológico. Dos 18 (29%) que foram a óbito, 11 (61,1%) faleceram em até 63 dias após diagnóstico de COVID-19. Fatores associados ao maior risco de morte incluíram COVID-19 grave/crítica, diagnóstico de tumor sólido e diarreia como sintoma inicial. A sobrevida global em até 18 meses foi 33,6% nos pacientes com tumores sólidos e de 78,8% nos com câncer hematológico. Artigo 02: Entre as 123.382 hospitalizações analisadas, crianças menores de cinco anos corresponderam a 56,2% dos casos e a 43,3% dos óbitos registrados. A letalidade global foi 2,8%. Os adolescentes (11–19 anos) apresentaram maior gravidade relativa: entre os internados 30,9% foram para UTI, 11,8% usaram VMA e 6,5% foram a óbito. O percentual total de vacinação foi baixo (10,4% com pelo menos uma dose) e os fatores de risco para maior gravidade foram idade a partir dos 11 anos, residir nas regiões norte e nordeste, ter condições crônicas de saúde associadas e necessitar de VMA. A sobrevida em 30 dias entre os menores de cinco anos e entre os adolescentes foram 80.6% e 48.3% respectivamente. Conclusão: Os estudos evidenciam que a COVID-19 pode evoluir de forma grave em pacientes pediátricos, sobretudo em adolescentes hospitalizados e em pacientes com comorbidades, a exemplo de pacientes em tratamento de câncer. O percentual de vacinação na pediatria foi muito baixo. As conclusões reforçam a urgência em ampliar a cobertura vacinal pediátrica e em adotar estratégias de vigilância para grupos com maior risco.</description>
      <pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://higia.imip.org.br/handle/123456789/1180</guid>
      <dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Empoderamento de pais de recém-nascidos em unidade de cuidados intensivos neonatais (EPP-NEO): estudo multicêntrico quase-experimental</title>
      <link>http://higia.imip.org.br/handle/123456789/1177</link>
      <description>Title: Empoderamento de pais de recém-nascidos em unidade de cuidados intensivos neonatais (EPP-NEO): estudo multicêntrico quase-experimental
Authors: Gomez, Dafne Barcala Coutinho do Amaral
Abstract: Introdução: O internamento de um filho em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) está relacionado a profundas repercussões psicoemocionais em seus pais. Em contrapartida, intervenções para empoderamento dos pais nesse contexto podem trazer impactos positivos à saúde e bem-estar dos bebês, aos seus pais e a todo sistema de saúde. Contudo, em contextos com recursos limitados ainda são escassas as experiências de implementação de modelos de empoderamento parental. Objetivos: Avaliar aspectos psicoemocionais e a participação de pais no cuidado de recém-nascidos durante o internamento em unidade neonatal de alto risco de diferentes contextos. Desenvolver e implementar medidas de empoderamento parental em UTIN com baixos recursos, comparando dados antes e após a intervenção. Método: Integrou o projeto multicêntrico Empoderamento de Pais em Cuidados Intensivos Neonatais (EPP-Neo), em parceria com o Centro Colaborador da OMS no Istituto di Ricovero e Cura a Carattere Scientifico Burlo Garofolo (IRCCS Burlo Garofolo), em Trieste, Itália. Realizado entre 2020 e 2024 por meio de delineamento quase-experimental do tipo “antes e depois”, o estudo foi desenvolvido em três etapas: Fase I (avaliação pré-intervenção), Fase II (intervenção) e Fase III (avaliação pós-intervenção). Na Fase I, estresse, depressão, ansiedade e participação dos pais no cuidado em UTIN foram avaliados no Brasil, Itália e Tanzânia usando os instrumentos PSS:NICU, EPDS, IDATE e IPP Neo. Após TCLE, questionários autoadministrados foram aplicados a pais/cuidadores com internamento &gt;24h em coleta prospectiva com posterior análise de medidas de tendência central e dispersão e frequência dos distúrbios conforme pontos de corte previamente estabelecidos. A Fase II consistiu em estudo piloto de melhoria de qualidade na UTIN do IMIP, baseado na metodologia da OMS Europa 2014 para melhoria da qualidade do cuidado hospitalar materno e neonatal, adaptada para a realidade local, visando desenvolver e implementar intervenções de empoderamento dos pais. Na Fase III, realizada apenas no IMIP, os mesmos instrumentos da Fase I foram reaplicados para análise comparativa dos resultados pré e pós-intervenção. Resultados: Fase I: Artigo 1 – Avaliou 742 pais/cuidadores prospectivamente quanto a estresse, ansiedade, depressão e participação no cuidado em oito UTINs (Brasil n = 327, Itália n= 191, Tanzânia n = 224). Todos os distúrbios emocionais foram frequentes nos três países. A prevalência de pelo menos um transtorno emocional foi 65,1% no Brasil, 58,0% na Tanzânia e 52,9% na Itália. Depressão foi mais frequente na Tanzânia (52,3%) e estresse grave no Brasil (22,6%). A participação dos pais nos cuidados foi maior na Tanzânia e não houve correlação entre participação parental e sintomas de estresse, ansiedade ou depressão. Artigo 2 – Avaliou 106 pais (98 mães e 8 pais) quanto a transtornos emocionais e participação no cuidado na UTIN do IMIP em períodos de alta e baixa incidência de COVID-19 no estado de Pernambuco. No total, 51,9% dos pais apresentaram nível relevante de estresse, 28,3% ansiedade e 33,0% depressão, sem diferenças significativas entre os dois períodos. No entanto, a média de ocorrência de estresse (OSL) foi maior durante o período de alta incidência de COVID-19, principalmente devido ao domínio “alteração do papel parental”. A participação parental não variou entre os períodos e não se correlacionou com os demais desfechos. Fase II: Artigo 3 – Foi realizada a intervenção para empoderamento parental que resultou em plano de ação contendo: (1) suporte aos pais (2) comunicação com os familiares (3) ambiente da UTIN (4) participação parental (5) educação da equipe. Foram identificados desafios culturais, como o predomínio de um modelo assistencial centrado no profissional, a sobrecarga de trabalho da equipe e a escassez de recursos humanos. Fatores como melhoria na comunicação interpessoal e a educação continuada emergiram como facilitadores para a transformação cultural necessária à consolidação do CCF. Na Fase III foram avaliados 241 pais, 106 antes e 135 após uma intervenção para empoderamento parental. A diferença entre os períodos foi avaliada com os testes t de duas amostras e Wilcoxon-Mann–Whitney. A participação no cuidado foi semelhante nos dois grupos. O grupo pós-intervenção apresentou maior nível de estresse (p=0,002), especialmente na subescala de “alteração do papel parental” (p=0,004), em um contexto clínico neonatal de maior gravidade e maior proporção de mães solteiras. Não houve diferença nas frequências de estresse, depressão ou ansiedade. Conclusões: Foi evidenciada uma elevada prevalência de distúrbios emocionais em pais de recém-nascidos internados em UTINs, com variações entre os contextos estudados. Na Tanzânia, a depressão foi mais prevalente e houve elevada participação parental. Já no Brasil, predominou o estresse, que se mostrou mais elevado nos picos da pandemia da COVID-19. Não foi identificado correlação entre participação no cuidado e sofrimento emocional dos pais. A intervenção de empoderamento parental no IMIP demonstrou ser viável em contexto de recursos limitados, mas identificou desafios relacionados à mudança cultural das equipes de saúde. A frequência de distúrbios mentais e a participação dos pais no cuidado não mudou de forma expressiva entre os períodos antes e após a intervenção. Nossos resultados reforçam que ações como monitoramento contínuo da saúde emocional dos pais e de níveis de participação parental, bem como promoção de suporte psicológico são essenciais para melhorar a experiência no ambiente hospitalar, buscando melhorias na saúde mental dos pais.</description>
      <pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://higia.imip.org.br/handle/123456789/1177</guid>
      <dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Autocuidado em estudantes de medicina: concepções, práticas e desafios a partir de um estudo misto</title>
      <link>http://higia.imip.org.br/handle/123456789/1171</link>
      <description>Title: Autocuidado em estudantes de medicina: concepções, práticas e desafios a partir de um estudo misto
Authors: Ferreira, Alberto Gorayeb de Carvalho</description>
      <pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://higia.imip.org.br/handle/123456789/1171</guid>
      <dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
  </channel>
</rss>

