Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://higia.imip.org.br/handle/123456789/204
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dc.contributor.authorAnnes, Laryssa Maryssan Barreto-
dc.date.accessioned2019-09-06T14:19:25Z-
dc.date.available2019-09-06T14:19:25Z-
dc.date.issued2018-
dc.identifier.urihttp://higia.imip.org.br/handle/123456789/204-
dc.description.abstractIntrodução: A desidratação é uma das complicações mais frequentes que acometem os idosos durante o internamento e o tratamento é substituir a perda de fluido corporal por ingestão oral ou parenteral de líquidos. Porém existem diversas situações em que o idoso apresenta dificuldade para o uso destas vias. A via subcutânea, também conhecida como hipodermóclise ou terapia subcutânea, é considerada como via alternativa para hidratação de pacientes com desidratação leve a moderada, porém ainda é uma técnica pouco utilizada e difundida no meio profissional e, portanto, a busca por evidências que possibilite uma melhor compreensão da viabilidade e efetividade dessa via para população idosa é extremamente necessária. Objetivo: Comparar a efetividade da via subcutânea em relação à via intravenosa em promover a remissão da desidratação nos pacientes idosos hospitalizados. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática com metanálise. Foi realizada uma busca sistemática por ensaios clínicos randomizados na literatura, realizados em idosos submetidos à terapia subcutânea ou intravenosa para tratamento da desidratação, através das seguintes bases de dados: CENTRAL, MEDLINE, Embase, CINAHL e LILACS até junho de 2018. Foram excluídos ensaios clínicos quasi-randomizados e crossover. O desfecho primário estudado foi remissão da desidratação através da osmolalidade e os desfechos secundários foram: Satisfação do paciente, frequência de edema, flebite, celulite, eritema, hiponatremia e dor. A análise estatística foi realizada utilizando o software Review Manager versão 5.3.5. O nível de evidência foi classificado através do software GRADEpro versão 3.6. Para dados dicotômicos foi utilizado a Razão de Risco com Intervalo de Confiança de 95% e para dados contínuos foi utilizada a Diferença de Média quando os resultados foram medidos igualmente nos ensaios e como medida de dispersão o Desvio Padrão. A heterogeneidade estatística foi analisada através da inspeção visual dos gráficos e utilizando a estatística I2 considerada significativa se o I2 foi superior a 30%, ou se um valor p foi menor que 0,10 no teste Chi2. Resultados: Foram incluídos três ensaios clínicos randomizados (197 participantes) comparando à terapia subcutânea com a intravenosa para o tratamento da desidratação. A qualidade da evidência foi considerada como muito baixa, de acordo com o GRADEpro. Dois dos estudos avaliaram a remissão da desidratação através da osmolalidade (101 pacientes) evidenciando que ambas as terapias foram efetivas para diminuição desse parâmetro no final das 48 horas da terapia de reidratação sem evidência de diferença significativa entre os grupos (MD: 5.8; p=0.17; 95% CI: 2.42 to 14.02; I2= 36%) baseado numa qualidade muito baixa. Para os desfechos secundários: a flebite foi investigada em dois estudos (163 pacientes) com diferença significativa entre os grupos, reduzindo o número de eventos, favorecendo o grupo da infusão Subcutânea (RR: 0,10, p = 0,03; 95% IC: 0,01 to 0,76), também com um nível de evidência muito baixo. A presença de celulite (163 pacientes), eritema (130 pacientes), hiponatremia (111 pacientes), foram avaliados em dois estudos e edema nos três estudos (197 pacientes), não sendo observado evidência de diferença entre os grupos, com o nível de evidência muito baixo. Apenas um estudo avaliou dor (96 pacientes), sem evidência de diferença estatística e por se tratar de estudo único, um nível de evidência muito baixo foi graduado. Finalmente, satisfação do paciente foi analisado, também por um único estudo (96 pacientes). Devido ao número de participantes bastante reduzido, e não ter conseguido a conversão de mediana para média a medida de efeito estimado não foi aplicável. Conclusão: O uso da via SC em pacientes idosos hospitalizados se apresenta como opção terapêutica para reversão de níveis de desidratação. Com relação a flebite, a intervenção mostrou-se protetora e quanto aos demais eventos adversos (edema, eritema, celulite e hiponatremia) não houve diferença entre os grupos, classificados com o nível de evidência muito baixo. Portanto, a recomendação de ensaios clínicos randomizados multicêntricos de alta qualidade metodológica deve ser realizada para consolidar a base de evidênciaspt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectHipodermóclisept_BR
dc.subjectDesidrataçãopt_BR
dc.subjectIdosopt_BR
dc.titleVia subcutânea versus via intravenosa para a hidratação de pacientes idosos hospitalizados: metanálisept_BR
dc.higia.programMestrado Profissional em Cuidados Paliativospt_BR
dc.higia.tipoDissertaçãopt_BR
dc.higia.pages98 fpt_BR
dc.higia.orientadorFonseca e Silva, Flavia Augusta de Orange Lins da-
dc.higia.areaCuidados paliativos em saúde no ciclo vitalpt_BR
dc.higia.pesqControle dos sintomas, reabilitação e qualidade de vida e morte em cuidados paliativospt_BR
Aparece nas coleções:­Cuidados Paliativos associado à Residência em Saúde

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