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dc.contributor.authorSena, Andrea Dantas-
dc.date.accessioned2023-06-07T01:33:13Z-
dc.date.available2023-06-07T01:33:13Z-
dc.date.issued2023-
dc.identifier.urihttp://higia.imip.org.br/handle/123456789/933-
dc.description.abstractIntrodução: após o início da pandemia da COVID-19 (doença do coronavírus - 2019) declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 11 de março de 2020, há a preocupação de se identificar e proteger os mais vulneráveis, dentre eles estão as gestantes e seus conceptos. O impacto da infecção é diferente nos diversos estágios da gestação. Gestantes com COVID-19 são mais susceptíveis a terem partos prematuros e natimortos, e seus recém-nascidos (RN) a apresentarem defeitos congênitos e internamento em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal. Nas infecções maternas do terceiro trimestre há de se considerar a possibilidade de o recém-nascido ter infecção ativa e o risco de transmissão para a equipe de saúde que assiste ao parto. O que não está esclarecido é o impacto da transmissão vertical. Objetivo: o presente estudo teve como objetivo avaliar as evidências disponíveis sobre transmissão vertical (TV) intrauterina pelo Coronavírus 2 associado à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV-2) através de uma revisão sistemática e categorizar os casos elegíveis de acordo com os sistemas de classificações da OMS, de Shah e de Blumberg. Métodos: revisão sistemática de acordo com Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA2020), incluindo casos de potencial TV intrauterina mãe-bebê classificando-os de acordo com os critérios propostos pela OMS, por Shah e por Blumberg. As fontes de informações foram selecionadas no período de 01/12/2019 a 26/08/2021 para identificar artigos nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS. A busca foi realizada usando os termos (("SARS-CoV-2" OR "2019-nCoV" OR "severe acute respiratory syndrome coronavirus 2" OR "novel coronavirus" OR "COVID 19") AND (/vertical transmission[ti] OR /vertical transmission[mh]) NOT ("SARS Virus" OR "SARS Coronavirus")) no PubMed e (Transmissão Vertical de Doenças Infecciosas) AND (SARS-CoV 2) no SciELO e LILACS. Foram incluídos estudos com possível TV intrauterina, cuja detecção do SARS-CoV-2 foi positiva no recém-nascido em até 48 horas de vida. Resultados: 606 registros foram revisados após a aplicação dos filtros, 473 foram excluídos, 133 resumos/títulos foram lidos e 84 artigos foram avaliados na íntegra. Foram incluídos 39 estudos, a maioria a partir de relatos de caso, totalizando 86 RN. Após a aplicação dos critérios das classificações propostas e da avaliação da qualidade, observou-se que 25 estudos envolvendo 41 RN preenchiam os critérios para TV intrauterina. Vinte e quatro casos foram então classificados de acordo com a OMS (um confirmado e 23 possíveis), 18 casos por Shah (nove confirmados, cinco possíveis e quatro prováveis) e 37 casos por Blumberg (transmissão intrauterina). Quase metade dos recém-nascidos eram assintomáticos, e 2 óbitos foram relatados (mortalidade de 4,9%). Conclusões: o número de casos de TV intrauterina é baixo. A maioria dos estudos existentes é retrospectiva, baseada em relatos de casos e séries, com diferentes critérios de inclusão, o que dificulta a classificação dos casos. Estudos prospectivos bem desenhados de acordo com os critérios de classificação da OMS são necessários para a verdadeira estimativa da TV intrauterina. ABSTRACT: Introduction: after the onset of the COVID-19 pandemic (coronavirus disease - 2019) declared by the World Health Organization (WHO) on March 11, 2020, there is a concern to identify and protect the most vulnerable, among them are the pregnant women and their fetuses. The impact of infection is diverse at different stages of pregnancy. Pregnant women with COVID-19 are more likely to have premature births and stillbirths, and their newborns (NB) to have birth defects and be admitted to a neonatal intensive care unit (ICU). In maternal infections in the third trimester, the possibility of the newborn having an active infection and the risk of transmission to the health team assisting the delivery must be considered. What is not clear is the impact of vertical transmission. Objective: The present study aimed to evaluate the available evidence on intrauterine vertical transmission (VT) by the Coronavirus 2 associated with severe acute respiratory syndrome (SARS-CoV-2) through a systematic review and categorize eligible cases according to the systems classifications of the WHO, Shah and Blumberg. Methods: systematic review according to Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA2020), including cases of potential mother-infant intrauterine VT, classifying them according to the criteria proposed by WHO, Shah and Blumberg. Information sources were selected from 01/12/2019 to 26/08/2021 to identify articles in the PubMed, SciELO and LILACS databases. The search was performed using the terms (("SARS-CoV-2" OR "2019-nCoV" OR "severe acute respiratory syndrome coronavirus 2" OR "novel coronavirus" OR "COVID-19") AND (/vertical transmission [ti ] OR /vertical transmission[mh]) NOT ("SARS virus" OR "SARS Coronavirus")) in PubMed and (Vertical Transmission of Infectious Diseases) AND (SARS-CoV 2) in SciELO and LILACS. Studies with possible intrauterine VT, whose detection of SARS-CoV-2 was positive in the newborn within 48 hours of life, were included. Results: 606 records were reviewed after applying the filters, 473 were excluded, 133 abstracts/titles were read, and 84 articles were evaluated in full. A total of 39 studies were included, most of them based on case reports, totaling 86 newborns (NB). After applying the criteria of the proposed classifications and the quality assessment, it was observed that 25 studies involving 41 NB met the criteria for intrauterine VT. Twenty-four cases were then classified according to WHO (one confirmed and 23 possible), 18 cases by Shah (nine confirmed, five possible and four probable) and 37 cases by Blumberg (intrauterine transmission). Almost half of the newborns were asymptomatic, and 2 deaths were reported (4.9% mortality). Conclusions: the number of cases of intrauterine VT is low. Most existing studies are retrospective, based on case reports and series, with different inclusion criteria, which makes it difficult to classify cases. Well-designed prospective studies according to WHO classification criteria are needed for true estimation of intrauterine VT.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectTransmissão verticalpt_BR
dc.subjectSARS-CoV-2pt_BR
dc.subjectRecém-nascidopt_BR
dc.titleTransmissão vertical intrauterina por infecção pelo SARS-CoV-2 de acordo com a OMS, Shah e Blumberg: uma revisão sistemáticapt_BR
dc.higia.programMestrado em Saúde Integralpt_BR
dc.higia.tipoDissertaçãopt_BR
dc.higia.pages114 f.pt_BR
dc.higia.orientadorDuarte, Maria do Carmo Menezes Bezerra-
dc.higia.coorientadorMenezes, Thaysa Maria Gama Albuquerque L. de-
dc.higia.pesqEstudos epidemiológicos, clínicos e cirúrgicos dos agravos prevalentes na infância e adolescênciapt_BR
Aparece nas coleções:­Mestrado em Saúde Integral

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